Plano Estratégico Consolidado

Construindo o Império
Unitare Capital

O roteiro definitivo para transformar uma operação de crédito direto de alto rendimento (High Yield) em um ativo institucional escalável, blindado e bilionário.

Conhecer a Tese

A Tese Central

Do Mercado Informal ao Equity Estruturado

O objetivo é transformar operações de crédito descentralizadas em um negócio estruturado de Equity, garantindo blindagem patrimonial, rastreabilidade fiscal, eficiência tributária e a manutenção de um spread assimétrico e de alta rentabilidade.

Evitando os entraves burocráticos e o custo proibitivo de abrir uma instituição SCD (Sociedade de Crédito Direto) de imediato, a estratégia utiliza uma "Escalada Corporativa" inteligente.

Fase 0

Protocolo de Descompressão

Saneamento e Lastro Inicial (D-0 a D-60)

1. "Hard Stop" (D-0)

Interrupção absoluta de novas operações de crédito sem lastro formal ou garantias documentadas. O foco passa a ser 100% liquidez e recuperação. Interrompe-se a geração de contingências fiscais e jurídicas imediatamente.

2. Engenharia de Lastro (Limpeza)

Reter receitas de juros atuais e declará-los via Carnê-Leão (Outros Rendimentos/Juros). Pagando o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais - até 27,5%), o saldo líquido de 72,5% torna-se Capital 100% Lícito. Separa-se um montante (R$ 100.000) para o Capital Social da nova empresa.

3. Gestão da Carteira Legada

Novação e migração. A nova empresa não herdará contratos informais. Quando um cliente antigo renovar, será feito via plataforma digital oficial emitindo uma CCB (Cédula de Crédito Bancário), criando um histórico estritamente regulado dali em diante.

Fase 1

Motor Híbrido Corporativo

Blindagem e Escala via BaaS (Banking as a Service) - Ano 1

Estrutura Jurídica e Fiscal

  • Entidade: Sociedade Limitada Unipessoal (SLU). Razão Social: "Unitare Securitizadora de Créditos Financeiros Ltda."
  • Regime: Lucro Real Trimestral. Essencial para deduzir a PCLD (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - Inadimplência) da base de imposto.
  • CNAE Principal: 6492-1/00 (Securitização). Fuga do ISS, atuando como investidor que compra dívidas.
  • CNAE Secundário: 6619-3/02 (CorBan - Correspondente Bancário). Vital para estabelecer o contrato Banking as a Service com um Infrabank BACEN.

O Produto Tech (Paytime / Infrabank)

  • B2C (Crédito Pessoal): Uso de App White-label. Integração com banco via CorBan. A operação gera uma Cédula de Crédito Bancário (CCB) com assinatura digital. A Securitizadora compra a CCB. Garante protesto em cartório.
  • B2B (Antecipação PJ): Máquinas POS (Point of Sale - Maquininha de Cartão) físicas. Aplicação da "Garantia por Trava" (Split): recebíveis têm juros retidos na fonte automaticamente antes do repasse ao lojista. Inadimplência quase inexistente.
Motor Operacional

Produtos Tech para PF e B2B

A empresa utiliza a infraestrutura da Paytime (Grupo Bemobi) integrada a APIs de formalização para operar com títulos bancários e garantias automáticas.

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PRODUTO A

Crédito Pessoal "Bancarizado" (B2C)

Blindagem jurídica com CCB emitida por banco parceiro.

Front-End

Cliente usa o App da Paytime (com sua marca) para receber o dinheiro e pagar parcelas.

Back-End (Blindagem)

  • Uso de API de formalização externa (ex: Clicksign, ZapSign ou Giro.Tech).
  • Sistema gera uma CCB emitida por banco parceiro.
  • Cliente assina digitalmente no celular (validade jurídica plena).
  • Sua Securitizadora Ltda compra essa CCB.

Vantagem

Você detém um Título Executivo Extrajudicial, permitindo protesto e bloqueio judicial de bens em caso de calote.

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PRODUTO B

Antecipação de Recebíveis (B2B)

Recebíveis travados com split automático na fonte.

Nicho

Comércios da Zona Norte/Oeste (Padarias, Oficinas, Logística).

Ferramenta

Maquininhas POS (Point of Sale) da Paytime (White-Label).

Garantia (Trava)

Split automático: juros e principal são retidos na fonte, e o lojista recebe apenas o líquido. Risco próximo de zero.

Fase 2

Gatilhos de Alavancagem

Dinheiro de Terceiros e DeFi (Finanças Descentralizadas) - Ano 2

1. A Metamorfose S.A.

Abertura do processo na JUCERJA para transformar a Limitada em uma S.A. Fechada (Sociedade Anônima). O propósito é habilitar a emissão de Debêntures Privadas, mantendo o histórico intacto e limpo já gerado.

2. Captação de Fundo (Faria Lima)

Emissão de debêntures para investidores qualificados. Capta-se capital institucional (R$ 5M a 10M+) a um custo atrativo, alocando este montante em nichos de crédito desbancarizados com alto potencial de retorno ajustado ao risco. O lucro da arbitragem de juros consolida o caixa da empresa.

3. Retaguarda em Cripto & RWA (Real World Assets) - Opcional

Tokenização das garantias via Real World Assets (Ativos do Mundo Real). Lastreamento das CCBs em Smart Contracts (Contratos Inteligentes na rede Polygon/Stellar), utilizando stablecoins corporativas e Zero Knowledge Proof (ZKP - Prova de Conhecimento Zero) para atestar a solidez da carteira sem revelar o CPF do devedor ponta, atraindo liquidez Web3 anônima e blindada.

Roadmap de Execução

Cronograma Tático 2026-2027

Três janelas críticas para legalizar, operar e ativar o gatilho de transformação jurídica.

TRIMESTRE 1 (Jan - Mar 2026)

Nascimento & Legalização

Legalizar a operação e preparar a infraestrutura crítica.

Checklist T1

  • D-0: Stop Loss no informal. Contratação de contador para Carnê-Leão.
  • D-15: Protocolo de abertura da LTDA na Jucerja (Contrato Social Blindado).
  • D-30: CNPJ ativo. Cadastro obrigatório no SISCOAF (Setor: Fomento/Securitização).
  • D-45: Assinatura com Paytime (Setup App/Bank) e API de Assinaturas.
  • D-60: Integralização do Capital Social "limpo" na conta PJ.
TRIMESTRE 2 (Abr - Jun 2026)

Migração e Operação

Iniciar operações e validar o modelo de risco real.

  • Mês 4: Início das compras de recebíveis B2B (distribuição de maquininhas).
  • Mês 5: Migração da carteira PF legada (renovação via CCB digital).
  • Mês 6: Validação do modelo de risco (inadimplência real vs. projetada).
TRIMESTRE 4 (Jan 2027)

Gatilho de Transformação

Preparar a mudança para S.A. e acesso a funding externo.

  • Gatilho: Carteira atingindo estabilidade e necessidade de funding externo.
  • Ação: Alteração contratual na Jucerja: de LTDA para S.A. fechada.
  • Objetivo: Habilitar emissão de Debêntures Privadas para alavancagem de capital com investidores qualificados.
Investimento Inicial

Orçamento de Setup (D-0)

Investimento projetado para estruturação jurídica e tecnológica da operação.

Item Valor Estimado Natureza
Setup Paytime (App + Bank) R$ 11.450,00 Investimento Tech (Único)
Abertura LTDA (Taxas + Contador) R$ 3.500,00 Burocracia (economia de 65% vs S.A.)
Certificados Digitais (A3) R$ 600,00 e-CNPJ + e-CPF (obrigatório)
Infra (Site/Domínio/Virtual) R$ 2.000,00 Identidade corporativa
API Assinatura (CCB) R$ 300,00 Mensalidade inicial
TOTAL SETUP ~R$ 17.850,00 Custo real de abertura
CAPITAL DE GIRO R$ 50k - R$ 100k Dinheiro no caixa da PJ para operar

Nota: reservar valor do IR sobre o capital legado a ser legalizado na largada.

Matriz Estratégica

Riscos e Mitigação

Risco Penal (Usura)

Mitigação

Eliminado. Operação via Securitizadora (Lei 14.430) comprando CCBs bancárias ou Direitos Creditórios mercantis.

Risco Fiscal (Malha Fina)

Mitigação

Eliminado. Aporte de capital com origem declarada (Carnê-Leão). Regime de Lucro Real permite deduzir prejuízos.

Risco COAF (Lavagem)

Mitigação

Controlado. Cadastro ativo no SISCOAF. Declaração anual de não ocorrência. Política "Cashless" (zero espécie na empresa).

Execução Prática

Checklist Tático

Prazo Ação Tática Ponto Crítico Fase
D-0 Stop Loss no informal. Contratação de contador. Suspensão imediata. Trimestre 1
D-15 Protocolo de abertura da LTDA na Jucerja. Contrato Social Blindado. Trimestre 1
D-30 CNPJ ativo. Cadastro SISCOAF. Fomento/Securitização. Trimestre 1
D-45 Assinatura com Paytime + API Assinaturas. Setup App/Bank. Trimestre 1
D-60 Integralização do Capital Social na conta PJ. Aporte via Carnê-Leão. Trimestre 1
Mês 4 Compras de recebíveis B2B. Operação POS white-label. Trimestre 2
Mês 5 Migração da carteira PF legada (CCB digital). Novação de dívida. Trimestre 2
Mês 6 Validação do modelo de risco. Inadimplência real vs. projetada. Trimestre 2
Jan 2027 Alteração contratual: LTDA → S.A. fechada. Gatilho de Funding. Trimestre 4
Jan 2027 Emissão de Debêntures Privadas. Alavancagem de capital. Trimestre 4

A Conquista do Sistema

Conclusão Final

A tese atualizada elimina o risco de abrir um "banco" cedo demais e preserva a rentabilidade agressiva. A entrada via Securitizadora Ltda reduz custo e burocracia, enquanto o motor híbrido (BaaS + POS white-label) formaliza pessoas físicas e empresas (B2B) com títulos de crédito bancários.

A transformação em S.A. só ocorre quando os financiamentos de terceiros exigirem a emissão de debêntures; e a Sociedade de Crédito Direto (SCD) entra no horizonte apenas quando o patrimônio líquido superar R$ 5 milhões. Com capital limpo, regime de Tributação pelo Lucro Real e compliance ativo no COAF, a operação ganha escala milionária mantendo absoluta blindagem jurídica.

Escalada Corporativa Lucro Real Capital Lícito